domingo, 3 de fevereiro de 2013
PROFECIAS DE VÁRIOS SANTOS E DE APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA
sábado, 2 de fevereiro de 2013
13 perguntas comuns à respeito da Consagração Total
1. Em que a Consagração proposta por São Luis Maria Montfort se diferencia das demais consagrações a Santíssima Virgem?
A Consagração proposta por São Luis é uma Consagração total, da pessoa inteira, como fala na própria fórmula da consagração, em “corpo, alma, bens exteriores, bens interiores, valor das obras boas passadas, presentes e futuras.”
E aqui é importante esclarecer: o que é este valor das boas obras?
Segundo o próprio São Luis explica, é o valor espiritual de todas as nossas obras de virtude, que se dá em 3 aspectos:
- Valor meritório: aumenta o nosso grau de glória no céu..
- Valor satisfatório: diminui a nossa eventual pena no purgatório
- Valor impetratório: é o valor que podemos “aplicar”, oferecendo uma obra de virtude por uma intenção em particular. Por esta consagração, nós nos entregamos inteiros a Virgem, e inclusive entregamos o valor das nossas boas obras, nos despojando daquilo que seria um “direito” nosso, para que Ela possa dispor deste valor livremente, e usar da forma como for melhor.
Por exemplo: por esta consagração à Virgem pode usar o valor de uma boa obra nossa para converter uma pessoa do outro lado do mundo, que nem conhecemos, que só conheceremos no céu! A explicação deste ponto encontra-se nos números 121 a 125 do Tratado.
2. Isto significa que esta consagração é superior as outras formas de consagração a Virgem?
Não necessariamente, se em outra forma de Consagração a pessoa se consagra com a consciëncia e a intenção de, entregando-se totalmente, consagrar também os seus bens espirituais, como explicamos acima, mesmo que a fórmula desta outra forma de consagração não explicite isso.
O diferencial da forma proposta por São Luis Montfort é que a fórmula expressa isso claramente, e a leitura do livro, bem como os 30 dias de preparação que ele propõe, tem como objetivo preparar a alma para este ato de Consagração Total.
3. Isso significa que, fazendo a Consagração, eu poderei me prejudicar no sentido de sofrer mais no purgatório, por ter renunciado aos meus bens espirituais?
São Luís responde sobre isso claramente no Tratado (n. 133), e diz que não!
Que Nosso Senhor e Sua Santíssima Mãe são mais generosos neste e no outro mundo, com aqueles que mais generosos lhe forem nesta vida… Ou não confiamos na Justiça e na Misericórdia de Deus?
Como acontecerá isso, não sabemos, é um mistério!
Pois está é a renúncia do Evangelho: é renunciar é ganhar cem vezes mais (Mc 10, 28-31). É perder pra ganhar.
Mais do que uma renúncia, poderia-mos dizer, a Consagração é um investimento; é colocar nossos bens mais preciosos nas Mãos Daquela que sabe administrá-los melhor do que nós, porque é a Grande Tesoureira de Deus; é colocar nossos bens na Arca do Imaculado Coração de Maria.
Alguns sugerem que Deus e Sua Mãe usem os bens espirituais de um consagrado para beneficiar outros consagrados.
Assim, os bens espirituais entregues nas Mãos Imaculadas da Virgem Maria multiplicam o seu valor, e os bens de um consagrado podem beneficiar muitos outros consagrados, e todos aqueles que Deus desejar.
4. Isso significa que, tendo feito a Consagração, eu não poderei mais fazer pedidos a Deus e a Virgem?
Poderei, sim, é o que São Luis responde no Tratado (n. 132).
O que eu não poderei mais é oferecer o valor das minhas obras por uma intenção particular (ex: fazer um jejum por uma determinada intenção), pois o valor das minhas obras, no ato de Consagração, já foi oferecido a Virgem, para que Ela, que sabe adminsitrar melhor do que, disponha livremente deste valor, para usa-lo segundo o Seu Coração.
Já fazer pedidos, eu posso; e com mais confiança ainda: pois serão os pedidos de um súdito que, por amor, entregou todos os seus bens a Sua Amada Rainha, e pede com a confiança de quem sabe que conta com toda a benevolência Dela.
Obs: São Luis ainda garante que essa Consagração é compatível com o estado de vida de cada um, e por isso não prejudica os deveres de estado de cada vocação; por exemplo, de um sacerdote que, por dever ou outro motivo, deve oferecer a Santa Missa por alguma intenção particular; pois a Consagração deve ser feita segundo a Ordem de Deus e os deveres de estado de cada vocação (n. 124).
5. Em que sentido se dá a “escravidão” à Virgem Maria? Parece algo tão estranho este termo…
É “estranho” porque precisa ser compreendido em seu significado espiritual. Se dá no mesmo sentido que a Virgem disse ao Arcanjo São Gabriel na Anunciação: “Eis aqui a Escrava do Senhor, faça-se em mim conforme a Tua Palavra.” (Lc 1,38) Se dá também no sentido do que Jesus viveu, como diz São Paulo aos Filipenses (F2, 7): “Aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de Escravo”.
São Luis mostra que naquela época não existia “servos / empregados” como existe hoje, e existia apenas escravo. A diferença é que o servo não depende totalmente do seu senhor, o escravo depende! A Virgem, em sua liberdade, é Escrava por Amor, porque quis se entregar inteiramente ao Serviço do Seu Amado, do Deus que Ela ama! Por esta consagração total, seguimos o exemplo da Virgem, nos entregando, por amor, para sermos “escravos de Jesus”, ou “escravos de Jesus por Maria”, ou ainda “escravos de Maria”. Todos estes termos estão corretos, diz São Luis, entendendo bem o seu significado.
E por esta Consagração, seguimos também o exemplo de Jesus, que se submeteu totalmente a Sua Santíssima Mãe quando se encarnou e foi gerado por Ela!
As referências para este assunto estão nos números 68 a 77 do Tratado, e do número 139 a 143.
6. Há alguma prática exterior obrigatória para que a Consagração se efetive?
Não há no Tratado nenhuma evidência que ateste isso.
Pelo contrário: São Luis fala no Tratado (n. 226) que a Consagração é essencialmente interior.
E que as práticas exteriores (oração do Rosário, do Magnificat, prática da penitência, trazer junto de si um sinal externo da Consagração, ingresso em movimentos marianos, preparação de 30 dias de oração antes da Consagração, etc) são recomendáveis, mas não são moralmente obrigatórias para um consagrado (pois não se faz nenhum voto, nesse sentido, ao se fazer a Consagração), nem são necessárias para que a consagração seja válida.
Até porque São Luis Montfort, que propõe todo este método de Consagração, não criou a Consagração, nem é um rito que ele insituiu; inclusive ele fala de muitos santos que viveram essa Consagração antes dele.
O que São Luis nos dá é um método para nos ensinar e ajudar a se preparar e a viver esta Consagração.
7. A Consagração implica em voto de celibato?
Não. São Luis deixa claro que a Consagração é um ato interior, e não menciona o celibato quando fala dos práticas exteriores recomendáveis.
A consagração do corpo, que a Consagração implica enquanto entrega total da pessoa, pode ser vivida pela virtude da castidade no estado de vida de cada um: os casados vivendo a sexualidade de acordo com o projeto de Deus, os não-casados vivendo na continência, os celibatários entregando-se inteiramente a Nosso Senhor e sua Mãe Santíssima no seu celibato (ver Catecismo da Igreja Católica, n. 2348-2356).
8. Sou muito pecador! Isso é motivo para não fazer a Consagração?
Não, senão ninguém se consagraria!
É exatamente o contrário: a Consagração Total nos ajuda a sermos santos!
O que São Luis fala que é necessário (n.99), neste sentido, é a firme resolução de evitar o pecado mortal, o esforço para evitar outros pecados e a busca de uma autêntica vida de oração, penitência e apostolado.
O que, de alguma forma, é obrigação de todo o cristão…
9. Existe alguma data específica para que a Consagração seja feita?
Não há evidencias disso no “Tratado”, mas o costume é que seja em uma data mariana.
10. Como são estes 30 dias de preparação?
São orações simples, mas como uma intenção profunda, que São Luis propõe que se faça durante 30 dias, renovando todos os anos quando se renova a Consagração, da seguinte forma (n. 227-233):
A lista das orações e os textos delas encontram-se no apêndice do “Tratado”, ao menos na ediçào das Vozes, com as traduções para o português; as orações podem ser rezadas em português):
- 12 dias preliminares pedindo o desapego do mundo, rezando a cada dia “Veni, Creator Spiritus” e “Ave Maris Stela”.
- 1ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento de si mesmo, rezando a cada dia “Ladainha do Espírito Santo” e “Ladainha de Nossa Senhora”.
- 2ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento da Virgem Maria, rezando a cada dia “Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela” e um Terço.
- 3ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento de Nosso Senhor, rezando a cada dia a “Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela”, “Oração de Santo Agostinho”, “Ladainha do Ssmo. Nome de Jesus” e “Ladainha do Sagrado Coração de Jesus”.
11. No dia da Consagração, o que se faz?
Se comunga (estando devidamente preparado, evidentemente; recomenda-se inclusive a confissão no próprio dia, se possível), se escreve a fórmula da consagração (se encontra no final do Tratado, chamada “Consagração de si mesmo a Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria”) e se assina, atestando a consagração interior.
Recomenda-se ainda que neste dia se faça alguma forma de penitência (n. 231-232).
12. Não li o “Tratado” ainda. Posso me Consagrar, ou iniciar os 30 dias de preparação, mesmo assim?
A nível geral, recomendamos que não se Consagre, e nem mesmo que se inicie os 30 dias de preparação sem a leitura completa do Tratado, pois como se poderá preparar bem para a Consagração, sem a conhecê-la bem?
Além do mais, a Consagração é feita uma vez na vida, e portanto, é importante que se faça com esta preparação.
Até porque a Consagração poderá ser feito em outro momento mais para adiante, após a leitura do livro.
Provavelmente organizaremos outros “arrastões” para a Consagração em grupos em outras datas; e a Consagração também pode ser feita de forma de isolada, em uma data à livre escolha da pessoa.
Assim, recomendamos que iniciem os 30 dias de preparação aqueles que completarem a leitura do Tratado.
13. Falhei em algum exercício prático nos 30 dias ou no dia da própria Consagração, ou então cometi algum pecado mortal durante a preparação. Devo desistir de me consagrar no dia que propus?
Recomendamos, a nível geral, que não desista, e faça consagração!
Pois como dissemos, ela é um ato interior, não depende necessariamente dos atos exteriores de preparação, o demônio odeia a consagração, e poderá se utilizar de um escrúpulo nosso em não ter cumprido 100% a preparação para nos tentar a desistir de fazer.
Por isso, recomendamos que não se desista por algumas falhas nesse sentido.
No caso de uma queda em pecado mortal, que haja, evidentemente, arrependimento e se busque a Confissão o mais rápido possível.
María y la vida espiritual franciscana
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María y la vida espiritual
franciscana
por León Amorós,
o.f.m.
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Nuestro Seráfico Padre es uno de esos hombres
insignes previstos y predestinados en la mente divina para las grandes gestas de
la gloria de Dios, y Asís el lugar preordenado por el Señor para irradiar su
acción bienhechora sobre inmensa muchedumbre de almas.
En fuerza de la asociación inseparable que existe
entre Jesucristo y su Santísima Madre por virtud del misterio de la Encarnación,
toda acción divina, allí donde obre, ha de ir siempre acompañada de la
cooperación de la Santísima Virgen, que será más o menos manifiesta a nuestros
humanos ojos, pero realísima y hondamente radicada en este principio teológico,
rector de la presente economía de la gracia.
La pasmosa vida sobrenatural de Francisco, tan
rica en divinas experiencias como favorecida en dones celestiales, que le habían
de constituir el gran cantor de las divinas alabanzas en el acordado concierto
de la creación y aptísimo al par que docilísimo instrumento, manejado por manos
divinas, para irradiar poderosas corrientes de vida sobrenatural, debió tener, y
tuvo, según el principio enunciado, una vida mariana abundante y opulenta,
radicada en lo más íntimo de su espíritu, con sabrosísimas experiencias de la
presencia de la Virgen Santísima en su alma. Y el nacimiento de su obra, de
prolongado y profundo apostolado, había de tener también como cuna la ciudad de
Asís y cabe al santuario de la Santísima Virgen de los Angeles, madre y maestra
de aquella pequeña grey, origen y principio de la Orden Seráfica.
La Orden Franciscana es, en los planes de Dios,
una pieza de excepcional importancia en la contextura de la historia de la
Iglesia. Los hechos así lo han demostrado y siguen demostrándolo. Forzoso era,
que, siguiendo la ley natural, también estuviera presente la Virgen Santísima en
el origen y ulterior proceso y actividad de esta grande obra.
N. S. Padre, en quien, según venimos diciendo,
los divinos carismas con tanta prodigalidad habían de darse cita, debió tener
una vida mariana intensa, porque también fue muy subida su vida divina interior,
y porque era el fundador de una grande obra de irradiación de los dones divinos.
Aunque los testimonios de la vida mariana del Santo Padre que han llegado a
nosotros no son muy abundantes, son, sin embargo, muy significativos y
elocuentes en orden a esta espiritualidad.
Dice San Buenaventura: «Nunca he leído de santo
alguno que no haya profesado especial devoción a la gloriosa Virgen» (1). Y de
San Francisco, el Santo Doctor no solamente leyó su vida, sino que fue escritor
de sus gestas. Como biógrafo, pues, del Seráfico Padre, cuyas fuentes de
información fueron los propios compañeros del Santo Padre, pudo sondear muy bien
las interioridades del espíritu del Pobrecillo, para descubrir allí los
principios rectores de toda su esplendorosa vida espiritual. Naturalmente, éstos
no podían ser más que Jesús y María.
Es principio teológico inconcuso, como luego
veremos, que la acción de la Santísima Virgen en el proceso de toda vida
cristiana a partir del santo Bautismo, y aun antes de él por la vocación a la
fe, es realísima y honda, como colaboradora que es del mismo principio fontal de
donde dimanan todos los dones divinos, que es Jesucristo. Esta actuación, real
en todas las almas, puede ser más o menos consciente en el sujeto que la recibe
y, consiguientemente, con manifestaciones más o menos explícitas, en el
desarrollo normal de la vida espiritual del cristiano.
Nuestro Santo Padre, predestinado por el Señor
para fundar la Orden que, con el transcurso del tiempo había de vivir, sentir y
defender la gran prerrogativa de la Virgen Santísima, su Concepción Inmaculada,
forzoso era que la vida mariana fuera en él intensa y plenamente
consciente.
![]() Cimabue: La Virgen en majestad (Basílica de Asís)
Nos dice su biógrafo San Buenaventura en la
Leyenda Mayor: «Su amor para con la bienaventurada Madre de Cristo, la
Purísima Virgen María, era realmente indecible, pues nacía en su corazón al
considerar que Ella había convertido en hermano nuestro al mismo Rey y Señor de
la gloria, y que por Ella habíamos merecido la divina misericordia» (LM 9,3).
Magnífico testimonio de contenido profundamente teológico de la vida mariana del
Seráfico Padre: la asociación de la Santísima Virgen al misterio de la
Encarnación y Redención, y su cooperación como causa meritoria de la
misma.
Este «amor realmente indecible» del Santo Padre,
de que nos habla San Buenaventura, tiene su magnífica y esplendorosa
manifestación en el bellísimo Saludo que el Pobrecillo dirige a la
celestial Reina, el cual se halla en sus opúsculos o escritos
(SalVM).
Si bien la vida cristiana es sustancialmente una,
tanto en los individuos como en las instituciones, sin embargo su fecundidad
divina es tal que, sin menoscabo de esta unidad, produce una variadísima
floración de celestiales matices por los cuales no es difícil reconocer en ellos
los rasgos peculiares de la fisonomía moral de Jesucristo y, consiguientemente
también, de su Madre, que da personalidad sobrenatural al individuo o la
institución que se nutre de esta vida.
El rasgo divino que San Francisco reproduce de la
fisonomía de Jesús y de su Madre, es la virtud de la pobreza evangélica, que
lleva en sí contenidas, como las premisas contienen las consecuencias, la
humildad, la sencillez evangélica, la infancia espiritual, el desapego a todo lo
terreno.
Es el propio San Buenaventura quien nos presenta
este matiz divino de la vida del Seráfico Padre: «Frecuentemente -dice- se ponía
a meditar, sin poder contener las lágrimas, en la pobreza de Cristo y de su
Madre Santísima, y después de haberla estudiado en ellos, aseguraba ser la
pobreza la reina de todas las virtudes, pues tanto había resplandecido y tanto
había sido amada por el Rey de los reyes y por su Madre la Reina de los Cielos»
(LM 7,1).
Lo mismo dicen otras fuentes biográficas: 2 Cel
83, 85, 200; TC 15; LP 51. Y el propio San Francisco, en la Carta dirigida a
todos los fieles, dice: «Este Verbo del Padre..., siendo Él sobremanera rico,
quiso, junto con la bienaventurada Virgen, su Madre, escoger en el mundo la
pobreza» (2CtaF 4-5; [Jamás habla Francisco -señala el P. Iriarte- de la pobreza
de Jesús sin que asocie a ella el recuerdo de la pobreza de la Virgen, su Madre:
1 R 9,5; UltVol 1]).
Estos caracteres de la vida divina de Francisco
no podían menos que pasar a su obra. Así que la Orden por él fundada había de
estar asentada sobre la virtud de la pobreza evangélica, y mecida su cuna al
calor de la Santísima Virgen.
Quiso la divina Providencia que fuera esta
pobrísima cuna la iglesita dedicada a Santa María de los Angeles.
Que el Seráfico Padre tuviera perfecto
conocimiento de la acción poderosa y decisiva de la Santísima Virgen en los
principios de la Orden Franciscana, lo atestigua San Buenaventura: «Francisco
-dice-, pastor amantísimo de aquella pequeña grey, siguiendo los impulsos de la
divina gracia, condujo a sus doce hermanos a Santa María de la Porciúncula;
siendo su fin al obrar de este modo, el que así como en aquel lugar y por los
méritos de la bienaventurada Virgen María había tenido principio la Orden de los
Frailes Menores, así también allí mismo recibiese, con los auxilios de la
bendita Madre de Dios, sus primeros progresos y aumentos en la virtud» (LM 4,5).
Lo mismo refieren otras fuentes biográficas: 1 Cel 21-23 y 106; 2 Cel 18-19; EP
83.
Profundamente radicadas ya en la devoción
dulcísima de la Santísima Virgen la vida sobrenatural de Francisco y la de los
doce primeros discípulos suyos, fundamentos sobre los que había de sentarse la
gran obra que él fundara, la Orden Seráfica logrará ya desde su origen la plena
conciencia del espíritu vital mariano que habría de ser su principio rector con
el transcurso del tiempo. Quedaba, pues, plenamente vinculada la Orden
Franciscana a la acción vivificadora de la Santísima Virgen. Como consecuencia
lógica de este estado de cosas, y como coronamiento de esta obra, procedía ahora
una declaración del Santo Fundador poniendo la Orden bajo el amparo y plena
tutela de María Santísima, dedicándola a su gloria; o sea, hablando en términos
modernos, consagrando la Orden a la Santísima Virgen María. Que el Santo Padre
cerrara su obra con este broche de oro nos lo dice el Seráfico Doctor con estas
lacónicas palabras: «En María, después de Cristo, tenía Francisco puesta toda su
confianza; por lo cual la constituyó abogada suya y de sus religiosos, y a honor
suyo ayunaba devotamente desde la fiesta de los Apóstoles San Pedro y San Pablo
hasta el día de la Asunción» (LM 9,3).
Y si queremos ahondar más en el conocimiento de
la influencia poderosa de la oración de Francisco en el Corazón maternal de
María, no sólo en favor de sus religiosos, sino también de todos los fieles,
cuya salud espiritual tanto conmovía el celo por las almas del Seráfico Padre,
recordemos la tierna y conmovedora escena del origen de la Indulgencia de la
Porciúncula, en cuya capilla se instituye el primer Jubileo Mariano en la
historia de la Iglesia, por el cual queda convertida esta bendita capilla en
potentísimo centro de irradiación de toda suerte de dones celestiales que,
dimanando de Jesús y pasando todos ellos por María, han santificado y siguen
santificando a tantas almas.
Espiritualidad mariana de San
Buenaventura
Suele decirse de San Buenaventura que es el
segundo fundador de la Orden Seráfica. Título ciertamente bien merecido, porque
él fue quien dio cuerpo y figura a la herencia que recibiera de sus antecesores,
indecisa y vacilante después de la muerte del Seráfico Padre, en su constitución
jurídica y en su orientación doctrinal. Fue la mano certera del Doctor Seráfico
la que supo plasmar y dar estabilidad a esta persona moral que es la Orden
Franciscana.
Pero también el Santo Doctor, el príncipe de los
místicos, como le llama León XIII, había de actuar dando nuevo impulso y energía
a la orientación espiritual que la Orden recibiera de su Santo
Fundador.
Ciñéndonos a lo que nos atañe, el espíritu vital
mariano, infundido por el Seráfico Patriarca en la Orden, debía actuar como
savia vivificadora en los escritos espirituales de San Buenaventura, que con el
transcurso del tiempo habían de ser el aliento que había de nutrir la vida
divina de nuestros Santos.
Que el Santo Doctor haya dado a sus escritos una
influencia eficaz y decisiva de la acción de la Virgen Santísima en el proceso y
desarrollo de la vida divina en las almas, es cosa clara. Establece primeramente
el Santo Doctor la ley general, profundamente teológica, que rige en la actual
economía de la gracia, el orden con que ésta se difunde a partir del principio
fontal de ella, siguiendo esa misteriosa cadena cuyo último eslabón es la Virgen
beatísima, por cuyas manos necesariamente ha de pasar todo bien celestial en las
almas. Dice el Santo Doctor: «La bienaventurada Virgen es llamada fuente por la
manera como se originan los bienes. Estos se originan principalmente de Dios,
luego por Cristo, derivándose después a la bienaventurada Virgen, por cuya razón
es llamada fuente, y, por último, a cualquier otra persona a quien se comunica
algún bien» (2).
Para San Buenaventura es tal la conexión interna
entre la vida sobrenatural y la Santísima Virgen, que aquélla necesita como
condición indispensable de su desarrollo estar hondamente radicada en la Virgen
benditísima. «La Virgen Madre -dice el Santo Doctor- santifica a los que echan
raíces en ella por el amor y devoción, alcanzándoles de su Hijo la santidad»; y
precisamente a raíz de este pasaje es cuando advierte San Buenaventura que no
conoce santidad alguna sin la Virgen: «Nunca he leído -dice- de santo alguno que
no haya profesado especial devoción a la gloriosa Virgen» (3).
Siendo Jesucristo acabado ejemplar y dechado
perfecto de toda santidad, a Él debe tender todo anhelo y esfuerzo de
santificación en las almas. Precisa, pues, caminar hacia Jesús. La Virgen
Santísima es el camino que a Él nos conduce y por eso suele decirse: Ad
Jesum per Mariam, a Jesús por María.
Esta función de conductora de las almas a Jesús,
por la cual quedan éstas indisolublemente vinculadas a la Santísima Virgen, no
escapa a San Buenaventura: «... incurriendo en la hipocresía de Herodes -dice-,
se desvía de la dirección de la Virgen, radiante estrella, cuyo oficio es
conducir a Cristo» (4).
Es clásica la división de la vida espiritual en
las tres etapas de vía purgativa, iluminativa y unitiva o perfecta. Para llegar
a la meta, posible en este mundo, de la perfección cristiana, es forzoso que el
alma pase por estas tres penosas y dolorosas fases, donde la acción potente de
la gracia paulatinamente va sobrenaturalizando el alma en sus más hondas
aficiones. Según el principio general de la cooperación directa e inmediata de
la Virgen Santísima en esta obra de la santificación de las almas, es igualmente
forzoso e ineludible que la Santísima Virgen tenga colaboración juntamente con
Jesús en estos procesos de la vida divina en las almas.
San Buenaventura, maestro indiscutible en los
caminos de la vida espiritual, describe admirablemente la naturaleza y modos de
estos tres estados de que acabamos de hablar. No escapa a su perspicacia, como
teólogo insigne, esta acción directa e inmediata de la Santísima Virgen en estos
tres estados de la vida del espíritu. Con harta frecuencia encontramos esta idea
en sus escritos, que llega a constituir como un principio rector de sus tratados
espirituales. «Ella, en efecto -dice-, es purificadora, iluminadora y
perfectiva... Es la estrella del mar que purifica, ilumina y perfecciona a los
que navegan por el mar de este mundo» (5). Y en otra parte, aún con mayor
firmeza, insiste sobre el mismo punto: «Porque eres estrella del mar, ruega por
nosotros para que seamos iluminados; porque eres mar amargo, exento de
podredumbre, ruega por nosotros para que seamos purificados; porque eres Señora,
ruega por nosotros, desprovistos de perfección, para que seamos perfeccionados.
Necesitamos estas tres cosas para que la palabra divina sea eficaz en nosotros,
ya que ella se dirige a iluminar nuestro entendimiento, a purificar nuestro
afecto y perfeccionar nuestras obras. Y no podemos conseguir esto sin la
intervención de la Virgen» (6).
Según el principio teológico que venimos
enunciando, la Virgen Santísima coopera de una manera directa e inmediata a la
aplicación de la gracia a las almas, o sea a la redención subjetiva. Pero ésta
tiene su modo ordinario y normal de obrar por medio de los Sacramentos, canales
auténticos por donde fluye la gracia, fruto legítimo de los méritos ganados en
el Calvario por el grupo redentor, Jesús y María. Pero cada Sacramento lleva
consigo su propia gracia, la gracia sacramental, la vis sacramenti,
fuente y raíz de toda vida cristiana.
Es lógico que el Santo Doctor lleve las premisas,
en lo que vamos diciendo, hasta las últimas consecuencias al fijar su atención
en la acción de la Santísima Virgen en este proceso profundamente vital de la
actuación de los sacramentos en las almas. Sírvanos como ejemplo este bellísimo
pasaje donde presenta a la Virgen en su actuación en la gracia sacramental o
virtud del sacramento de la Eucaristía. «Sin su patrocinio -dice- no se
comunica la virtud de este Sacramento. Y por eso, así como por medio de Ella se
nos dio este santísimo Cuerpo, así también se ha de ofrecer por sus manos y
recibir de sus manos, bajo las especies sacramentales, lo que nació de su
virginal seno y fue donado a nosotros» (7).
Pasa por su pluma la acción de la Virgen en su
cooperación con las almas en cada una de las virtudes. Como maestro de
espiritualidad franciscana, centra su atención en la acción de la Virgen
Santísima en las grandes virtudes franciscanas: la pobreza, la sencillez
evangélica, la caridad en su doble orientación, divina y humana. Más aún, lo que
constituye la esencia del estado religioso, los tres votos, tiene su
consistencia gracias a la ayuda de María. «Los tres votos -dice- conducen al
hombre al desierto de la Religión, como por un camino de tres días, a saber: de
la continencia, pobreza y obediencia, gracias a la ayuda de la Virgen María, que
fue pobrísima, humildísima y castísima. Ella va delante y prepara el camino
hasta introducir en la tierra de promisión...; con el auxilio de la Virgen se
hace fácil lo que antes parecía difícil» (8).
Y como remate de toda esta síntesis del
pensamiento de San Buenaventura acerca de la acción de la Virgen Santísima en la
vida sobrenatural de las almas, todavía nos queda por decir lo que la Santísima
Virgen obra en el momento de coronar la vida cristiana con el logro de la
gloria, a cuyo trance no debe andar ajena su actuación. «Llegaron al
sepulcro salido ya el sol (Mc 16,2). Por la llegada al sepulcro -dice- se
significa la consumación final de los méritos, en la cual la bienaventurada
Virgen se manifiesta perfectamente ayudando a los Santos para que entren en la
gloria» (9).
La vida espiritual mariana en nuestros
santos
En el orden intelectual hay en la Orden
Franciscana una orientación doctrinal filosófico-teológica que, partiendo de las
experiencias místicas de la gran virtud de la caridad y amor divino del Seráfico
Padre en sus celestiales transportes, sigue una dirección homogénea,
cristalizando en argumentos teológicos a través de los grandes maestros de
nuestra Seráfica Orden, constituyendo ese fondo doctrinal que se conoce en la
Historia de la Filosofía con el nombre de la Escuela Franciscana. Según
vamos viendo, en este cuerpo de doctrina ocupa un lugar eminente la mariología
franciscana, que toma su origen en el Seráfico Padre, adquiere cuerpo doctrinal
en San Buenaventura, y queda finalmente como personificada por sus inmediatos
antecesores, y continuada y defendida por todos sus sucesores, hasta culminar en
la esplendorosa definición dogmática de Pío IX.
Y así como la santidad de los alumnos que
pertenecen a una Orden religiosa toma, en no pequeñas dosis, las modalidades del
contenido doctrinal que caracteriza a esta Orden, nuestra seráfica Religión
eminentemente mariana desde su origen, debía dejar esta impronta en la vida
espiritual de nuestros Santos. Su orientación, francamente mariana, lógicamente
debía llegar a este resultado, ya que los escritos de nuestros maestros eran el
alimento espiritual de que se nutrían nuestros religiosos.
Si, al decir de San Buenaventura, no hay santo
alguno cuyo espíritu no esté orientado a la Santísima Virgen, en una Orden
eminentemente mariana como la nuestra, el espíritu de sus Santos debe manifestar
siempre estos caracteres inconfundibles de vida mariana en su santidad. Toda
nuestra numerosa y variada hagiografía rezuma de esta suavísima devoción a
María. Por citar sólo algunos ejemplos, baste indicar a San Juan José de la
Cruz, cuya vida interior está toda ella radicada en la entrega a la
Santísima Virgen, y para todos los asuntos que se le confían es Ella su
consejera en quien deposita toda su confianza, expirando en su
regazo.
Santa Coleta de Corbeya, cuya
familiaridad con la Virgen es pasmosa. A ella confía su Reforma de religiosas y
religiosos, y por intercesión especial de la Virgen, en su misterio de la
Concepción Inmaculada, le asegura el feliz logro de su Reforma.
Santa Catalina de Bolonia, cuyo
nacimiento es preanunciado por la Santísima Virgen. Como reflejo de la
intensidad de la vida mariana de esta alma, son muchas las manifestaciones de su
admirable trato con la Virgen Santísima.
B. Juan Righi de Fabriano, que pasaba
largas horas en profunda meditación a los pies de la Virgen, entendiéndose a
maravilla y fundiéndose los dos corazones de Madre e hijo.
San Salvador de Horta, en cuyo espíritu
caló tan hondo la vida mariana, que de él se ha podido escribir: los numerosos y
sonados milagros obrados por él no eran ni más ni menos que el fruto de su
oración y filial confianza en la Santísima Virgen.
Y modernamente tenemos a la M. María de los
Angeles Sorazu cuya vida admirable y rica en experiencias místicas, la podemos
definir como fruto legítimo de una profunda y consciente acción recíproca de
esta alma y la Virgen Santísima, cuyas maravillosas manifestaciones de vida
mariana forman la contextura sobrenatural de esta dichosa alma.
La piadosa devoción de la Esclavitud
Mariana, propagada por San Luis María Griñón de Montfort, tiene su origen
en nuestra Orden como brote natural de esa pujanza de vida mariana que siempre
ha animado al gran árbol franciscano. Nacida en el convento de Santa Ursula de
los Concepcionistas de Alcalá de Henares, en 1575, se constituyó en cofradía en
1595, con la aprobación de sus Constituciones, con la exposición de la idea
esclavista, por el P. Pedro de Mendoza, Comisario General de los Franciscanos en
España, en 1608, y aparición de la interesante obra Exhortación a la
devoción de la Virgen Madre de Dios, del P. Melchor de Cetina, O. F. M., en
1618. Este escrito, inspirado todo él en la mariología de San Buenaventura, a
quien llama el P. Cetina «gran devoto y Capellán de la Virgen Madre de Dios», es
notable principalmente por la exposición que hace de todo cuanto se refiere a la
teología de la Esclavitud Mariana.
¡Cuántos Esclavos de la Virgen Santísima ha
habido desde estas fechas, y cuántos han vivido como Esclavos antes de estas
fechas en la Orden Franciscana!; porque, si bien antes de este tiempo no se
conocía este nombre, existía, sin embargo, todo un sistema esclavista de
espiritualidad mariana, tanto en la vida de innumerables religiosos y religiosas
que la vivían intensamente en la evolución de todos los procesos de su espíritu,
como en los escritos mariológicos de nuestros tratadistas, sobre todo San
Buenaventura, de cuyos escritos extrae el P. Cetina todas las ideas
fundamentales de su teología esclavista mariana.
La espiritualidad mariana en la dirección de
las almas
Antes de indicar las normas de la dirección
espiritual de las almas en función de la espiritualidad mariana, es conveniente
que digamos algo de los fundamentos donde estriba la acción de la Santísima
Virgen como formadora de la santidad de las almas.
Cosa conocida es que el fundamento y raíz de
donde dimanan todos los privilegios de la Santísima Virgen es su asociación al
misterio de la Encarnación por su maternidad divina. Quiso el Señor que esta
asociación fuera tan honda y estrecha, que la Madre siguiera en todo, juntamente
con el Hijo, las gestas de este gran Misterio con todas las consecuencias que de
él se derivan.
Según esto, el Hijo y la Madre integran en la
obra de la creación el grupo glorificador de Dios en nombre de la misma y,
después del pecado, el grupo restaurador de la gloria de Dios por la redención
de las almas.
Ciñéndonos ahora a este segundo momento de la
obra de Dios, que es la Redención, Jesucristo nos recupera este atuendo divino,
que es la vestidura de la gracia, con el precio y méritos de su sangre derramada
en el sacrificio de la cruz. Asociada estuvo en este momento de la adquisición
de las gracias su Santísima Madre, no solamente con su cooperación mediata e
indirecta, por lo que Ella aportó a este gran misterio con su consentimiento a
la Maternidad y a la Redención, sino también de una manera inmediata y directa
con su propia compasión y méritos propios que, juntamente con los de su Hijo,
pesaban real y verdaderamente en la balanza divina como precio, que en plenitud
de justicia, se ofrecía a Dios por nuestro rescate.
Ciertamente, esta aportación de la Virgen no era
necesaria ni igualmente principal con la de su Hijo, sino de libre voluntad del
Señor que así le plugo, y secundaria y subordinada a la de su Hijo, pero real,
directa, efectiva e inmediata. Si Jesucristo es Redentor, puede decirse con
plenitud de justicia, que la Santísima Virgen es redentora con Él. Es ésta
legítima consecuencia de todo cuanto venimos diciendo. Es, pues, muy acertado y
verdadero el título de Corredentora con que la Teología Católica saluda
a la bienaventurada Virgen María.
La Redención tiene una segunda parte: la
aplicación de los frutos de la misma a las almas. Si la primera, que hemos
considerado ahora, se llama objetiva en atención al logro del objeto que en ella
se persigue, esta segunda se llama subjetiva en consideración a los sujetos o
individuos a quienes se aplican los frutos de la primera. Sin la segunda, la
primera no nos sería de ningún provecho.
En este segundo momento de la Redención, siguen
obrando Jesús y María con la misma unión, íntima y apretada, que en la primera.
Como propietarios y dueños que son de las gracias que adquirieron con sus
penalidades y méritos mancomunados en la Redención objetiva, son Ellos los que
los han de distribuir y aplicar ahora en las almas, cuya acción conjunta en este
orden debe extenderse en el tiempo, en el espacio y a todas las almas y con el
mismo orden de subordinación de que hemos hablado antes.
La Santísima Virgen, pues, como mediadora
universal, obra de una manera directa e indirecta en la aplicación de cada una
de las gracias a cada una de las almas en todas las fases del proceso espiritual
en que puedan encontrarse éstas. Según los principios que hemos enunciado, estas
gracias, por voluntad libérrima del Señor, no tienen otro camino para llegar y
obrar en las almas sino por la Virgen Santísima en su colaboración subordinada a
Jesús, ya sea por medio de los Sacramentos, canales auténticos de los frutos de
la redención, ya sea por los otros innumerables modos extrasacramentales con que
la gracia se difunde en las almas. La santidad, en todas las formas y etapas en
que se le considere, no es más que el fruto de la operación de las gracias por
Jesús y María con la cooperación libre de la voluntad humana, espoleada también
por la misma gracia divina.
Limitándonos ahora a lo que venimos tratando en
orden a la Santísima Virgen, ésta es por voluntad del Señor un factor de primer
plano en la santificación de las almas, desde el primer momento de la vocación a
la fe hasta el término de ella por la entrada en la gloria. Que nosotros
tengamos conciencia de ello o que no la tengamos, la acción de la Santísima
Virgen en nuestras almas es siempre honda, directa e inmediata. No olvidemos,
pues, según esto, que, cuanto más intensa y conscientemente centremos nuestra
atención en esta actuación santificadora de la Santísima Virgen en nuestro ser
sobrenatural con una devoción sentida y vivida, más y mejor dispondremos nuestro
espíritu para que esta presencia misteriosa de la Virgen en nuestra alma sea más
eficaz y rápida en sus efectos de santificación.
Conocemos en las vidas de los santos, en qué
manera y frecuencia les ha dado el Señor a conocer y saborear los divinos
efectos de su presencia en ellos; hechos conocidos y catalogados por la teología
mística.
La presencia íntima y admirable de la Santísima
Virgen en las almas tiene también sus maravillosas y sabrosísimas experiencias;
hechos todavía no suficientemente estudiados y catalogados por no estar
explorada esta parte de la teología mariana con el cuidado y detención que sería
de desear. Encontramos en la hagiografía cristiana relaciones de la presencia
mariana en las almas que serían capaces de desconcertar a más de un teólogo poco
avisado. Basta leer, por ejemplo, ciertos pasajes de María de los Angeles
Sorazu, o bien de María Antonieta Geuser (Consummata), por no citar otras. Es de
advertir que estas almas siempre distinguen la diferencia de matiz de naturaleza
y profundidad de acción de Jesús y María en lo más hondo de su ser sobrenatural.
Pero conocer, experimentar y saborear la acción de ambos en nosotros, es cosa
que va necesariamente encuadrada en la vida sobrenatural de las almas. Nuestras
relaciones con el Señor están bien grabadas en nuestro ser consciente. Nuestras
relaciones con la Santísima Virgen deben estarlo más. La floración de cristianas
virtudes que brotan de la acción de estos dos principios en nosotros está
condicionada a nuestra aprehensión espiritual de los mismos, ciertamente y en
primer término por fe, bien instruida y vivida en nosotros.
Siendo, pues, fundamentalísima para el normal
desarrollo de la vida cristiana la devoción consciente y bien definida de la
Virgen Santísima, como única norma y dirección espiritual de vida mariana para
las almas, yo daría ésta: el director espiritual debe instruir a las almas que
él dirige, en lo referente a la función de la Santísima Virgen en la obra de
nuestra santificación. Debe despertar en ellas un estado de consciencia habitual
de esta maravillosa acción continua e inmediata de la Virgen en nuestro proceso
sobrenatural. Tratará de formar en el alma un convencimiento tal de esta
transfusión de vida mariana a la nuestra, que la ponga en tensión continua hacia
tan buena Madre. No cabe duda que esto creará en el alma un estado habitual de
docilidad a las mociones de la gracia, que se manifestará pronto en la abundante
copia de virtudes cristianas que la conducirá hasta las etapas más subidas de la
perfección.
Por su parte, debe el alma corresponder con un
acendrado amor filial operativo y eficaz como tributo obligado al singular
afecto que tan buena Madre le dispensa; una devoción suavísima, plenamente
consciente y operante, que pueda en todas las vicisitudes de su existencia
cobijarse siempre al amparo y protección de Ella, conductora obligada de
nuestras almas a Jesús.
1) Obras de San Buenaventura, «De
Purificatione B. M. Virginis», Madrid, Biblioteca de Autores Cristianos, 1947,
Tomo IV, p. 663.
2) «De Assumptione B. M. Virginis», BAC, IV,
881.
3) «De Purificatione B. M. Virginis», BAC, IV,
663.
4) Obras de San Buenaventura, «In
Epiphania Domini», Madrid, BAC, 1946, Tomo II, p. 405.
5) «De Purificatione B. M. Virginis», BAC, IV,
639.
6) «De Purificatione B. M. Virginis», BAC, IV,
657-659.
7) «De Sanctissimo Corpore Christi», BAC, II,
517.
8) «De Nativitate B. M. V.», BAC, IV,
947.
9) «De Nativitate B. M. V.», BAC, IV,
927.
[León Amorós, O.F.M.,
María y la vida espiritual franciscana, en Estudios Mariológicos. Memoria del Congreso Mariano Nacional de Zaragoza 1954. Zaragoza 1956, pp. 844-855] |
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